quinta-feira, 25 de março de 2010

Seu coração Parou...

Na segunda-feira dia 18 de janeiro de 2010, eu estava angustiada, porque as 16:00 horas da tarde foi marcada a cirurgia do meu Pai. E ele cada hora que passava estava pior.


Minha mãe conta que o medico deu um remédio para ele dormir e não sentir dor e ele dormia daí às vezes acordava. Ele começou a recordar de tudo que se passou na sua vida inteira. Ate de quando ele era pedreiro e seus pés estavam sujos de cimento, uma hora ele disse pra minha mãe... Olha ali meu pé ta sujo de cimento de eu ter ido fazer aquele muro.

Daí ele pediu dos meus irmãos, se eles iriam ali ver ele. Falou assim pra minha mãe : “ A Hellen não tem raiva de mim NE? Ela diz que me ama de vez em quando”... quando minha mãe me disse isso... eu desabei.

Chegando quase 16:00 horas da tarde, eles arrumando meu Pai pra entrar na cirurgia ele queria que quisesse que meu outro irmão que estava indo ali chegasse a tempo. Ele só falava que não ia dar tempo e minha mãe ligava pro meu irmão vir rápido. Ele chegou faltando 5 minutos pro meu Pai entrar na sala de cirurgia. Quando ele chegou meu Pai pegou na Mao dele e disse: Cuida, cuida da sua mãe. 

O Helano disse calma Pai, vai La entra faz a cirurgia que depois a gente conversa.

Meu Pai entrou com os olhos parados já, quando o medico ia aplica a anestesia geral. Seu coração PAROU.

Lembro-me que as 16:05 onde eu trabalho tem identificador de chamada e eu vi o numero da minha Mãe me ligando e eu não queria atender. Quando atendi Meu irmão disse: Acabou Hellen o Pai se foi...

Nossa ali em diante eu não era mais a mesma. A pessoa que eu mais amava tinha ido embora e eu não voltaria mais, e então eu não poderia mais abraçar ela e dizer eu te amo...

A dor que eu senti nesse dia é uma dor que nunca ninguém vai sentir ou só quem também já perdeu pra saber.

Meu Pai apesar das brigas de vez enquanto com ele , era normal e meu amor nunca se acabou.

Esse dia foi o dia que a dor consumiu meu Peito e a solidão consumiu minha alma.

Tava bem ciente que a pessoa que me protegia que eu corria pros braços quando alguém me fazia algo não estaria mais ali pra me proteger ou me dar concelhos.

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