quinta-feira, 25 de março de 2010

A tristeza

Minha mãe ficou muito abalada com a morte dele, bom também NE ela estava ali com ele o tempo todo.

Mas nossa, foi nessas horas que a gente vê os amigos, quantas pessoas gostavam do meu Pai e foram La ver ele.

Todo mundo dizia que foi a melhor coisa Deus ter levado ele, assim ele não vai mais sofrer. Mas o ser humano é um ser tão egoísta que minha vontade era que ele tivesse ali todo dia comigo mesmo no estado que ele estava. Esquecia de pensar nele e que na verdade foi sua escolha ter ido embora, por que ele mesmo não queria mais sofrer.

Lembro-me de algumas coisas do velório como, por exemplo, na terça-feira de manha dia 19 que eu cheguei cedo e meu Pai tava dentro daquele caixão, eu sentei peguei suas mãos e comecei a cantar baixinho a musica que ele cantou pra mim quando eu tinha 15 anos. A música FILHA- RICK E RENNER.

Comei a lembrar de quando ele ia fazer compras e colocava a musica do Teixeirinha- “ A morte não marca hora”, ele sempre dizia brincando que no dia que ele morresse ele queria que colocasse aquela musica em seu velório.

Uma brincadeira que se realizou, volta e meia eu me pegava dentro do carro dele escutando suas musicas. Parecia que só isso me acalmava.

Eu me revoltei por que tanto que eu rezei e fui a tantos lugares pedir um milagre, mas Deus sabe o que faz e quem leva. Melhor com Deus do que aqui nesse mundo sujo e cheio de maldade. Mas mesmo assim quando eu tivesse uma vontade de rir e dar um abraço nele eu já não poderia mais.

Essa era a dor maior quando eu estava La deitada com a cabeça em cima dele minha mãe chegou. Os olhos do meu Pai estavam meio abertos e ninguém conseguia fechar. Minha mãe chegou passou sua Mão em cima dos olhos dele e fechou e não mais se abriu. Eu olhei pra mãe, ela me disse: Deve ser que por eu ter estado tanto ao lado dele e nunca ter saído de perto que ele me queria aqui do lado dele também. Ela puxou a cadeira e ficou ali o dia todo até a hora de seu enterro.

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